Midias sociais e RI: Só fique fora se não quiser conversar


No último dia 07 de outubro participei de mais um evento do IBRI, mas desta vez como um dos apresentadores. O evento foi o Webcast IBRI “Os aspectos jurídicos das mídias sociais” e a minha apresentação está aí, no post anterior. Também no webcast estavam o Geraldo Soares, RI do ItaúUnibanco, e a Dra. Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital. Veja abaixo as apresentações de ambos.

Infelizmente alguns problemas técnicos na teleconferência prejudicaram um pouco as apresentações, que ficaram congeladas. Mas a conversa foi boa e esclarecedora. A Dra. Patrícia é claramente uma craque e sabe do que fala. O Geraldo dispensa apresentações e elogios.

Algumas coisas ficaram bastante claras para mim. A primeira é que companhias com presenças no mercado de capitais, objetivos de comunicação e recursos nas áreas de R.I. muito diferentes, como a WEG e o Itaú Unibanco, vão utilizar as ferramentas de mídia social de formas também diferentes.

A outra conclusão é que a utilização das chamadas mídias sociais é um caminho sem volta e será incorporada pela função de Relações com Investidores assim como vai sendo incorporada pelas outras áreas de comunicações corporativas. E isso por um motivo muito simples, que eu tentei deixar bem claro na minha intervenção: as mídias sociais não são substitutos ou adições aos meios tradicionais de disclosure de informações. Elas são ferramentas para outra função, são formas de CONVERSAR com nosso público, com aqueles com quem não falamos ao telefone, com quem não encontramos em reuniões one-on-one em Non-deal Road Shows ou conferências, que não tem, infelizmente, condições de vir até nossa sede para investir um dia em uma visita.

Conversar significa ouvir primeiro e falar depois. Significa ser honesto, respeitoso, usar linguagem acessível, manter a consistência. Significa ser AUTÊNTICO. Enfim, conversar é o que os profissionais de relações com investidores fazem. Não somos, ou não deveríamos ser, meros provedores de informações. Dar informações de maneira correta (o que significa, necessariamente, de acordo com a regulamentação) é apenas parte do nosso trabalho. E sem fazer pouco do trabalho braçal que cumprir todas as formalidades dá, esta é a parte fácil.

Se você (ou seu consultor de RI) não vê como estas ferramentas podem te ajudar, experimente. Abra uma conta no twitter.com ou no slideshare.net e começe a acompanhar. Quem sabe você não descobre que sua companhia é um assunto constante de algumas conversas e todo mundo estava esperando mesmo é por você.

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3 Respostas para “Midias sociais e RI: Só fique fora se não quiser conversar

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  2. Mariela Castro

    Luis, perfeitos os seus pontos. Acho que o principal é ter em mente que o papel de Relações com Investidores está no próprio nome: estimular o RELACIONAMENTO entre as partes. E relacionamento pressupõe não simplesmente divulgar informações em uma via de mão única, mas criar um diálogo efetivo. Ouvir, compartilhar, engajar. Parabéns pelo seu trabalho como um dos primeiros a perceber o potencial das mídias sociais como ferramenta de RI.

    • Luis Oliveira

      Me parece bastante claro também, Mariela. Até porque não há opção, se você não ocupar o seu espaço ele será ocupado por outros falando em seu nome. Quem se preocupa com os riscos das mídias sociais deveria levar este risco em consideração (mas quase nunca leva).

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